quinta-feira, 17 de maio de 2007

16/5

Já é quase meio-dia. Sibila já se sente melhor, mas não está em condições de comer nada. Aegion vê um dos pescadores comendo um sanduíche no barco. Tirando Caron, Herdionte e Jimmy, os outros pescadores nem dão conta da presença deles. Eles almoçam.

Depois do almoço, Porthos vai estudar, mas passa mal no meio do estudo e vomita em cima das roupas, desviando o livro de feitiços a tempo. Banach compõe uma ode ao vômito, excelente em deixar as pessoas enojadas. Ele guarda a sua obra-prima para depois.

Começa a entardecer. O resto da viagem passa tranqüilamente. Os pescadores começam a se agitar conforme a ilha se aproxima, preparando o barco para aportar. Herdionte chega para Aegion e avisa que em meia hora eles devem estar aportados. Aegion agradece a carona, e pergunta para onde eles vão depois. Herdionte e Caron vão levá-los até Thetys no dia seguinte, explicando onde eles vão aportar. Issix é uma ilha vulcânica.

O barco aporta. Os funcionários do porto parecem respeitar Caron muito. Ele é o primeiro a descer do barco, seguido por Herdionte. Caron volta ao barco e dá as boas vindas à ilha de Issix ao grupo. Straton pergunta onde eles podem se hospedar, e Caron diz que um pescador foi arranjar acomodações boas para eles, apesar de os habitantes da ilha estarem em más condições financeiras. Straton diz que faz questão de pagar, mas Caron insiste que o bem que eles vão fazer à ilha vale bem mais que o preço da hospedagem. Todos desembarcam.

Nudus coça a orelha e pergunta como um negócio daqueles consegue flutuar. Straton explica que é porque o barco é feito de bruxas que flutuam na água. Nudus faz uma nota mental para procurar bruxas para fazer barcos. Caron os leva até a taverna. No caminho eles passam por um povoado muito simples, com casas de madeira com telhados de duas águas. A casa da taverna de Issix é a única construção feita de pedra no povoado.

Na taverna, eles ouvem o diálogo do taverneiro com um dos pescadores, reclamando da precariedade da situação em que eles estão. Sibila repara que o chão está meio sujo, e fica meio nojentinha. Straton repara e oferece ajuda para dar uma limpada no quarto. Nudus pergunta a Vicryl qual é o quarto mais barato dali, e Vicryl manda-o falar com o taverneiro. Nudus vai desconfiado falar com o teverneiro, que diz que eles vão ficar hospedados por conta da casa. Ele pede um javali ao vinho e se vira para ir embora. O cara responde que eles não têm javalis, mas Nudus não entende. Um dos pescadores comenta que ele é assim mesmo, e nem vai se lembrar se o javali não chegar.

Caron chama a todos para apresentá-los a Hesto, o taverneiro. Ele oferece a todos o quarto da taverna, mas Aegion diz preferir dormir perto da floresta. Hesto responde que não há florestas por ali. Straton comenta que é melhor Vicryl ficar perto de Aegion, porque ele é um criminoso. Hesto fica assustado e incomodado. Straton explica que ele está sob controle, e se Aegion não o controlar, ele próprio o faz. Aegion pede qualquer quarto que fique no térreo. Hesto oferece o salão, e Aegion aceita, pedindo que Vicryl fique ali com ele.

Porthos pergunta a Hesto se há algum lugar para ele lavar as roupas. Quando chega perto, ele sente o terrível hálito de Hesto, e parece que ele não escova os dentes há dias. Aegion anuncia a Vicryl o lugar onde eles vão dormir. Depois, Vicryl vai junto a Porthos para lavar as suas roupas. Hesto leva-os até a lavanderia. Nudus pergunta por um lugar onde ele possa tomar banho. Hesto diz que dando a volta atrás da taverna há um lugar para se banhar. Depois vai junto com Porthos e Vicryl entrar na cozinha até os fundos da taverna. Lá, eles começam a lavar as roupas. Logo depois chega Nudus, que começa a tomar banho em uma das cuias.

Sibila começa a reclamar de fome, mas o taverneiro diz que em breve o jantar será servido. Straton começa a subir a escada, que range horrivelmente. Pulando um dos degraus que parece estar caindo, ele chega aos quartos duplos, em estado quase decrépito. Straton tira os lençois de uma das camas e os leva para lavar. Ele comenta com Hesto que uma das hóspedes tem um problema de saúde. Na lavanderia, ele vê Vicryl e Porthos lavando roupa, Nudus tomando banho e uma cuia livre. Ele começa a lavar a roupa.

Aegion pede a Banach que toque músicas para animar a noite.

Vicryl, Porthos e Straton terminam de lavar as roupas e as penduram para secar. No caminho de volta Porthos e Straton conversam sobre o modo de vida dos espartanos. Todos se sentam à mesa, e o taverneiro traz um belo ensopado. Caron e Herdionte se juntam a eles. Eles comem um ensopado de peixe e frutos do mar. Aegion estranha o gosto, mas come sem problemas.

Vicryl serve as meninas, os pescadores, o centauro e ele. Nudus rouba o copo de Vicryl, que tenta resistir inutilmente. Nudus agradece e serve os que faltaram. Enquanto eles terminam de comer chegam sete pescadores, que dizem que estão à espera de Caron, depois indo sentar-se no balcão. Banach pergunta se eles vão junto com o grupo. Straton pergunta quem são eles. Caron responde que ele vai escolher quais deles vão junto à ilha amanhã.

Ao terminar de comer, Herdionte se retira e vai para o quarto. Sibila também vai dormir. Straton sobe para varrer os quartos. Porthos sobe e fala que quer continuar a conversa depois que ele terminar. Sibila chega e vê as camas arrumadas como em um exército. O lençol estava meio manchado, mas Sibila percebe que está limpo. Ela guarda suas coisas e vai dormir. Nudus termina de comer e vai dormir. Banach fica tocando flauta, e Porthos fica estudando. Straton termina e vai para o quarto cuidar do seu equipamento. Ariadne faz suas preces e vai dormir. Hesto vai chamar Vicryl para acomodá-lo no salão. Ele vê os pescadores jogando dados. Depois se aproxima de Caron, perguntando sobre os ofícios do barco. Porthos termina de estudar. Todos vão dormir.

No dia seguinte, eles acordam e vão tomar café. Caron e Herdionte os esperam terminar de tomar café. Ao terminar, eles juntam suas coisas e se apresentm para Caron para continuar a viagem. Straton pergunta se aqueles que vão com eles foram os pescadores que perderam no jogo de ontem. Eles olham de volta com cara de cu, e Straton percebe que eles estão se cagando de medo. Straton põe a mão no ombro de um deles e diz que não tem problema, pois ele será um ótimo escudo. Eles embarcam.

É um dia excelente para entrar no mar, que está bastante tranqüilo. Straton faz uma oferenda a Poseidon para a viagem ser tranqüila. Ele joga no mar 5 dias de comida da popa do barco, fazendo uma prece a Poseidon. Aegion vai oferecer uma parte da sua comida na oferenda, mas Straton responde que não precisa de esmola. Vicryl, que estava pegando uma de suas rações, a coloca de volta na mochila. Porthos pergunta para Nudus porque será que esses espartanos gostam tanto de desperdiçar comida. Vicryl vai ajudar na saída do barco, e Nudus dá uma ajudinha para empurrar o barco, que sai com grande facilidade.

Todos os pescadores a bordo parecem muito assustados. Straton pergunta a Herdionte quanto tempo falta para as bestas do mar. Herdionte responde que depende do apetite delas, e Straton puxa a sua espada dizendo que espera que eles estejam famintos. Banach canta uma canção para inspirar coragem aos marinheiros. Os marinheiros ficam apavorados, e o grupo fica assustado. Straton pega a flauta de Banach e a joga no mar. Depois o admoesta. Nudus pergunta por que acabou a música. Aegion pergunta a Straton por que ele fez isso. Straton diz que assim ele se assegura de que isso não vá se repetir.

Uma hora de viagem depois, o tempo começa a fechar. Straton olha para o mar e não vê nada. Depois de um certo tempo, ele e Aegion ficam meio aterrorizados com a morbidez do lugar. Ariadne abençoa os outros, dando-lhes coragem. Aegion fica apavorado, se segurando nas paredes. Vicryl olha para ele com um sorrisinho torto. Ao olhar para Ariadne, Aegion se sente um pouco mais calmo. Porthos comenta com ele que o lado bom é que Vicryl é que vai fazer o trabalho sujo. Aegion fica bem mais calmo. Nudus comenta que Ariadne está brilhando. Os pescadores ficam mais calmos, embora ainda com medo.

Porthos faz uma lanterna que ilumina o caminho do barco, e um pouco da lateral. Algum tempo depois, eles ouvem um barulho de batida no casco do barco. Straton pergunta se pode descer por uma corda até a lateral do barco. Caron vai pegar uma corda para ele descer. Porthos traz a luminária até a lateral do barco, e Straton vê que eram só pedaços de madeira batendo no casco do barco. Um dos pescadores chega para amarrar a corda no mastro, para Straton descer. Ele desce até a cintura na água e pega um dos pedaços de madeira. É um pedaço impermeabilizado. Ele joga o pedaço de madeira para dentro do barco, depois indo em direção à frente do barco, acompanhado pelo abajurzinho de Porthos. Ele vê alguns pedaços de corda e mais pedaços de madeira. Alguma coisa enrosca no seu pé.

Straton puxa o pedaço de rede que se enroscou em seu pé, tirando-a da água. Vicyl analisa o pedaço de madeira que Straton jogou para o barco para ver como ele foi quebrado. Enquanto Straton puxa a rede, ele vê alguns peixes e outras tralhas presas à rede. Depois de uns 10 metros de rede ele pega um pedaço de corpo morto em decomposição preso à rede. Ele chama alguém para retirar a comida da rede. Um pescador chega com um arpão e pede para Straton colocar a rede. Ele puxa e coloca a rede no convés. Lá tem alguns peixes, um caranguejo e um braço. Straton pede o arpão e fica com ele enfiado na água, esperando que ele se enfie em mais alguma coisa.

A luz começa a enfraquecer e Straton começa a subir. Caron grita: "olhem para a frente!", e todos vêem um vulto que parece de um barco bem à frente. Todos começam a fazer manobras para parar o barco, que diminui até ficar bem à frente do vulto.

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