quarta-feira, 2 de abril de 2008

02/04/08

Topo dos Ventos (ainda o mesmo dia da sessão anterior).


Sibila e Banach continuam sendo puxados pelas mãos de Liath dentro de um negrume, sem saber para onde vão. De repente a nuvem negra se dissipa e eles sentem ofuscados e um cheiro forte de enxofre. Eles estão num monte, parecido com o Topo dos Ventos, elevado, de forma redonda, de pedras. É por volta do meio-dia, Liath está com eles... Ela é muito pálida, dois pequenos chifres, olhos e cabelos vermelhos, alta e magra.


Sibila pergunta o que aconteceu e Liath disse que se eles ficassem, morreriam. Ela e explica que o lugar onde estão é um vulcão, por isso o cheiro de enxofre forte. Sibila apresenta Liath a Banach, e fala que ficou preocupada com Porthos que ficou pra trás no combate. Liath fala que eles devem ficar por ali enquanto ela vai averiguar a situação, Sibila pergunta se ela sabe dos outros membros do grupo e ela conta sobre a briga dom Dorian e a expulsão dos demais do Tempo. Ela ainda conta que o centauro e o elfo ainda estão presos no Templo e que Paris fez uma silada com os Kuo-toas, pra saber qual a relação que ela e os outros tinham com Banach, por isso ela deu a chave a ela, justificando que para começar a enganar os inimigos ela deveria enganar os amigos. Liath força eles a ficarem ali, porque os Kuo-toas estariam perseguindo eles... Ela se envolve em sombras e sai.


Banach pergunta de onde ela conhece essa garota e ela conta que quando se afastou deles logo que chegaram na ilha, que ela a ajudou com alguns problemas que Sibila teve, por mais que ela fosse estranha, ela a ajudou das outras vezes. Ela conta que passou uma noite na mesma masmora onde Vicryl e Aegion estão, e conta que o lugar é bem vigiado, uma vez que Paris fica lá. 


Poço dos mortos


Vicryl estava de olhos fechados e sente seus pés molhados, ele abre os olhos e vê que está a frente do mar, ao levantar se sente zonzo e muito dolorido. Ele está apenas com a roupa do corpo, molhada e ensanguentada. O elfo vê que está num buraco de pedra, com os lados de pedra escarpados, rodeado de corpos mortos e em decomposição, esqueletos e o corpo do Aegion, que está muito mal no chão. Ele não está morto, mas nem um pouco bem. Vicryl não consegue discernir muito o que acontece em volta dele, a não ser que é dia, ele vê um túnel  com uma grade, ascendente de mais ou menos 5m, ele tem um leve sinal de desgastes e algas penduradas na parede. Ele consegue carregar o centauro até a boca do túnel, ele pega um pedaço de costela e tenta arrombar a fechadura da grade, que é por dentro. Depois de tentar muito ele vê que não consegue.


Ele ouve alguém gemer e vê que Herdionte acordou, ele levanta um pedaço da roupa e mostra que está sangrando. Ele pergunta onde eles estão e o elfo tenta explicar, ele fala que acha que eles foram confundidos com mortos, pergunta de Aegion e se encosta no morro. O elfo testa a praia e vê que ela é funda, mas dá para escalar a parede ao lado do poço onde eles estão. 


Eles estão numa ilha meio arredondada, ele viu que teria que nadar pelo menos de um lado 30m e outro, 50m, contra a rebentação (ou seja, praticamente impossível). Ele vê cerca de 6 esqueletos completos e mais dois corpos semi decompostos. O elfo tenta ajudar Herdionte que tem uma laceração mais profunda no tronco, ele não consegue de primeira, mas pegando trapos de outros corpos e fazendo um curativo e diz que a única maneira é sair a nado. O arqueólogo argumenta que não tem forças e que escalar seria mais fácil, pois se sua força acabasse ele se sustentaria com o corpo, o que não ocorre com o mar. Vicryl não vê nenhum movimento acima de onde eles estão e concorda a escalar. Herdionte logo pára, sem forças e o elfo tem dificuldade de se apoiar, tenta observar o movimento, mas não vê nada demais e continua subindo...


Sibila pergunta a Banach como aconteceu a briga em que eles se envolveram, ele conta que a culpa foi deles, quando mataram os guardinhas do Templo, depois Dorian apareceu e rolou uma briga onde Banach apagou. Eles vêem que estão cerca de 200m acima do nível do Templo, Banach consegue ouvir um barulho de burburinho e vento ele tem um botch em sobrevivência e perde totalmente a noção do tempo. Sibila subiu em uma das pedras para observar o movimento e vê alguns Kuo-toas espalhados em grupos de três por toda ilha, o que ela acha estranho. 


Tapa na gaivota!


Vicryl passou duas horas, o que corresponderam a uns 20m e sentiu seu estômago reclamar, lembrando que fazia muito tempo que não comia, como ele está numa ilha vulcânica, ele tenta procurar ninhos de passarinho onde poderia se alimentar. Ele vê um ninho dentro de um buraco na parede e se aproxima furtivamente, vendo uma gaivota chocando o ninho, mas não sabe como pegar ovos sem chamar atenção da gaivota diretamente. Ele tira a toga com dificuldade e tenta usá-lo como arma, batendo-a aberta para acertar a gaivota e tirá-la de lá. Ele acerta e assusta a gaivota que sai do ninho e vê o elfo. Ela vem e dá uma garrada, acertando Vicryl. 


O elfo consegue envolver a gaivota com a toga, que se debate, ele tenta acertá-la com tudo contra a parede, batendo a sua própria mão na pedra. A gaivota cai, mas se recupera e continua vindo na direção dele. Vicryl perde o equilíbrio e começa a cair, ralando na pedra, depois de um tempo ele pára, voltando a ter equilíbrio. Ele tenta dar um tapa na ave, mas ela desvia e erra o ataque nele. Ela vem novamente, ele consegue acertá-la, agarrá-la e toma uma bicada no ombro. Ele consegue arrancar o pescoço da gaivota e beber o seu sangue, continuando a escalada, ele vê que Herdionte está no mesmo nível que ele. Ele repara que o elfo está pelado e tira sarro, Vicryl consegue chegar aos ovos bem devagar e os come (mesmo estando fecundados). Ele continua a escalada (ainda pelado).


Sibila continua vendo a movimentação dos Kuo-toas, que aumenta a medida que o tempo passa. Anoitece e Banach acha que vai amanhecer (e que uma nuvem está na frente do sol). O bardo ouve de leve barulhos de pedrinhas se movendo o que ele deduz que são passos. Eles se preparam para qualquer coisa e Banach não consegue ouvir mais nada. Ele sente uma mão encostando no seu ombro e uma voz feminina “parabéns, você me ouviu!”. Liath trouxe comida e Sibila pergunta dos Kuo-toas, ela diz “temos muito o que conversar!”.


Postado por Rebeca/Kitiara/Ariadne.

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